Módulo VI - EISA (Extended Industry Standard Architecture)
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A Compaq se tornou um dos principais fabricantes de clones de PCs e começou a trabalhar na extensão de uma arquitetura de barramento, que possibilitasse comportar uma taxa de transferência de dados mais alta. Um consórcio de fornecedores liderado pela Compaq e também a Intel, desenvolveram o padrão EISA (Extended Industry Standard Architecture ou Arquitetura Industrial Padrão Estendida).

O objetivo do padrão, além de permitir uma taxa de transferência de dados maior era, também, manter a compatibilidade retroativa com os barramentos dos PCs mais antigos e melhorar as especificações do ISA de forma funcional, elétrica e física. Isso foi conseguido com o design inteligente de um novo conector de slot, que incluía novos sinais em uma segunda fileira de contatos, abaixo dos contatos ISA existentes.

O EISA trabalha a 8,33 MHz, com 32 bits. Na teoria, o barramento deveria chegar à uma taxa de 33 MB/s. Nas placas periféricas EISA não existem jumps de configuração, pois ela é feita toda por software.

As placas EISA vêm com um disco, onde existe um utilitário de configuração que geram dados para serem armazenados em uma memória RAM CMOS, semelhante a que existe na placa mãe do computador.

A figura mostra o diagrama em bloco de um sistema com barramento EISA.

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O padrão EISA adiciona 100 novos contatos (duas linhas de 50 contatos) que, se fossem colocados em linha com o ISA, certamente gerariam um conector impraticável. A solução adotada para acomodar os novos contatos e ainda manter a compatibilidade com as placas ISA, foi produzir uma Segunda camada de contatos no slot, a uma profundidade maior e deslocada em relação aos contatos ISA. Uma placa ISA pode ser adaptada normalmente num slot EISA, e não provoca curto ou má conexão, pois ela não entra a fundo no slot devido a um elemento mecânico, que trava seu encaixe antes que ela alcance os contatos EISA.

Apesar dos novos aprimoramentos, os conjuntos dos chips do sistema EISA eram muitos caros e o design do circuito também, visto que, para aceitar os ciclos dos barramentos ISA e os ciclos EISA mais velozes, diversos novos sinais foram acrescentados e a complexidade do sistema aumentou muito. Para piorar, os programas populares da época (normalmente baseados no DOS) não obtinham ganho significativo com o novo sistema. Como resultado, o sistema EISA nunca foi considerado realmente como uma arquitetura de mercado, ficando mesmo restrito aos equipamentos servidores de alto desempenho, onde os recursos aprimorados poderiam ser convertidos em benefícios verdadeiros. Veja pinagem de um conector EISA e sua compatibilidade com o ISA.
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