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Tendo perdido o controle da arquitetura do PC e de uma parcela significativa do mercado, em 1987 a IBM deu um salto para tentar recuperar sua posição, lançando a família de microcomputadores PS/2. Essa linha de computadores apresentou diversos aprimoramentos importantes – ela trabalha com 32 bits de dados por vez a uma freqüência de 10 MHz, incluindo diversos dispositivos integrados a placa mãe, como uma controladora de vídeo, portas de comunicação serial e paralela, novas portas para teclado e mouse, controladora de discos rígidos e disquetes, além de um disco rígido de alto desempenho. No entanto, o recurso mais interessante do sistema foi a nova arquitetura de barramento de expansão. Ao contrário do barramento do PC-AT, o barramento MCA foi inteiramente documentado e especificado pela IBM, com o objetivo óbvio de criar um novo padrão para os PCs. A IBM foi mais além – inicialmente ela não permitiu que outras companhias reproduzissem o barramento como havia feito nos projetos anteriores. Sem outras companhias apoiando o MCA, não apenas o projeto se enfraqueceu, mas também inspirou uma resposta de sete empresas rivais da IBM. Lideradas pela Compaq, em 1988, o grupo rival introduziu o barramento EISA (Extendend Industry Standard Arquitecture). INOVAÇÕES A arquitetura MCA continha diversas inovações, incluindo um controle de barramento avançado, denominado de DMA (Direct Memory Access ou Acesso Direto a Memória) – um recurso para que um dispositivo assumisse o barramento do microprocessador e transferisse os dados de/para a memória principal de forma independente, deixando o processador livre para outras funções. Foi incluído ainda um recurso de interrupção sensível ao nível, permitindo que as interrupções fossem compartilhados, ao contrário do barramento ISA, que permite que apenas um dispositivo utilize uma interrupção por vez. O MCA foi uma boa idéia. Mas na verdade nunca se firmou também por duas razões: - Não podia aceitar as antigas placas de expansão de 8 bits e as placas ISA de 16 bits, ou seja, contrário ao grande mercado existente destes dispositivos. - A IBM também não conseguiu criar um padrão que pudesse desbancar o ISA e o EISA. Saía muito caro construir sistemas com o MCA. Era difícil fabricar as novas placas de expansão de tamanho menor, a um custo competitivo com as placas ISA (a figura ilustra as dimensões de uma adaptadora MCA comum). As placas de expansão MCA exigiam circuitos impressos multicamadas e chips personalizados para estabelecer uma interface com o barramento MCA. Outro detalhe estava nos programas aplicativos da época. Estes não apresentaram qualquer ganho de desempenho quando rodados no novo sistema. Para aproveitar os novos recursos do MCA, os programas deveriam ser reescritos para tal. Em 1990, a IBM introduziu diversos aprimoramentos ao barramento MCA, como uma tática para tentar derrotar seu concorrente mais popular, o EISA, pelo menos nos sistemas de maior porte. Entretanto, nem o EISA chegou a fazer muito sucesso. A IBM foi permitindo que a arquitetura de microcanal fosse aos pouco desaparecendo do mercado. O MCA contudo deixou um grande legado: introduziu diversos novos conceitos, que passaram a fazer parte das implementações dos novos tipos de barramento que surgiriam, o VLB e o PCI. |
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