| Módulo II - Tipos de Softwares de Computadores | pag. 4/4 |
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Programas de sistemas, ou simplesmente utilitários, são programas que se comportam como ferramentas de manutenção preventiva ou corretiva, ou ainda programas que venham a , de alguma forma, facilitar o uso do microcomputador. Na categoria de ferramentas de manutenção temos os programas de correção de erros nas unidades de disco (físicos e lógicos), programas anti-travamento, programas anti-virus, recuperação de arquivos, etc. Na categoria de melhoria de performance temos os programas compactadores de arquivos, programas de otimização de gravação em disco, programas configuradores da memória (não tão usados hoje em dia), etc. O próprio Windows possui alguns utilitários de uso geral, todavia existem programas especializados em solução de problemas de hardware ou software. Deve-se dar preferência ao uso destes em função de que possuem mais recursos para solução dos problemas do que um programa de uso geral. Trataremos apenas de dois tipos de utilitários: Antivirus e Programas de Compactação de Arquivos. VIRUS E ANTIVÍRUS O que é um vírus e como se propaga. Um vírus de computador nada mais é do que um programa que fica residente na memória do microcomputador , e de acordo com determinados parâmetros executa uma ação (normalmente danosa). Esse princípio (residência em memória) era usado antes da criação do Windows por programas que precisavam interceptar digitações no teclado, por exemplo. Ainda hoje temos muitos programas que ficam residentes na memória, ou seja, ficam permanentemente monitorando e interceptando, as ações realizadas pelo usuário e de acordo com essas ações são realizadas certas tarefas. Bem, a diferença é que o vírus tem a capacidade de se reproduzir, ou pelo menos se multiplicar; quando um vírus se instala em um micro, fica monitorando as ações, conforme mencionado, e se um disquete é inserido no drive e depois lido, o vírus faz uma cópia de si mesmo nesse disquete, de forma que quando o disquete contaminado for lido em uma outra máquina o vírus novamente se copiará, só que desta vez para o disco rígido da máquina ainda não infectada, fechando assim o círculo de contaminação. Também é possível a contaminação por meio de CDs piratas, arquivos compartilhados na rede, e ainda via Internet ,que é na atualidade o principal meio de propagação de vírus. Todo arquivo que tem códigos executáveis, pode espalhar vírus (já que o vírus é um programa), tais como: EXE, COM, SYS, DAT, DOC, XLS, ZIP, DRV, DLL, etc... arquivos de dados puros estão imunes aos vírus, isso inclui arquivos gráficos, bem como textos em formato ASCII. Portanto, visualizar arquivos de imagens não provocará a infecção do computador por um vírus (por enquanto). TIPOS DE VÍRUS Existem diversos tipos e infinitos variantes. Destacamos: Este tipo de vírus infecta o registro mestre do sistema (Master Boot Record) dos discos rígidos e/ou a área de boot dos disquetes, e devido a tais áreas sempre serem executadas antes de qualquer outro software (incluindo os anti-vírus), são os mais comuns, e os mais bem sucedidos. Cuidados: use um anti-vírus com um detector de ação de vírus; não deixe disquetes no drive . Estes são os que mais danos causam, devido ao tipo de arquivos que atacam (EXE, COM, SYS, DAT, DOC, XLS, ZIP, DRV, DLL, etc...), quando executamos um programa, este é carregado para a memória do microcomputador e processado; se estiver contaminado, irá disparar uma contaminação generalizada em outros arquivos ou programas. Alguns vírus somente contaminam outros arquivos se um arquivo contaminado está aberto, outros, instalam-se na memória e corrompem os arquivos enquanto a máquina estiver ligada. Cuidados : execute o anti-vírus sempre que for executar um novo programa,use um anti-virus residente em memória, nunca rode um programa novo sem fazer a inspeção de vírus, mesmo que o programa esteja compactado. São uma mistura de vírus de boot e de programa. Mantém a característica de infecção dos tipos de que derivam, o que os torna muito mais eficazes na sua expansão. Cuidados : mantenha as precauções anteriormente sugeridas. Quando se usa um aplicativo (um processador de textos, por exemplo), e se é obrigado a executar uma, ou várias, tarefas repetidas vezes, existe a possibilidade de o usuário agrupar essas tarefas em um comando único para posterior utilização (substituir todas as ocorrências de esseto por exceto, por exemplo), a esse comando único damos o nome de MACRO; pois esses vírus atacam justamente os arquivos que podem conter comandos de macro (DOC, XLS, etc..) criando códigos perniciosos que podem até apagar todo o seu disco rígido, ou ainda impedir que um determinado comando fique disponível. Cuidados : ative a opção verificar vírus de macro no seu anti-vírus, SEMPRE cheque TODOS os arquivos recebidos (inclusive por E-Mail). Vírus desse tipo tem por objetivo os próprios anti-vírus, como Scan, Clean, CPAV, NAV, ou qualquer arquivo que contenha as strings AV, NA, SC, etc.. no nome. Cuidados : mais uma vez desconfie de todo arquivo que não conheça a origem. ANTIVÍRUS Quando um vírus infecta um arquivo, normalmente deixa pistas como: aumento no tamanho original do arquivo, aparecimento de certas strings no código, etc.. Pois bem, um programa anti-vírus pesquisa os arquivos num local determinado e verifica a ocorrência de tais pistas, uma vez identificado tenta retirar o código viral, caso não seja possível é aconselhável a exclusão do arquivo. De nada adiantará termos um anti-vírus de última geração se não estivermos com sua lista de vírus atualizada, essa lista é uma atualização de todos os vírus que o anti-vírus em questão é capaz de reconhecer e eliminar, a cada dia surgem inúmero novos vírus, sendo assim é de extrema importância que atualizemos a lista de vírus assim que esteja disponível. Normalmente as empresas disponibilizam suas listas de vírus à cada quinzena no Site do fornecedor na Internet. Os programas anti-vírus mais conhecidos são : VirusScan, produzido pela McAfee; Norton AntiVírus NAV, Symantec; e Dr. Solomons Tool Kit. PROGRAMAS DE COMPACTAÇÃO DE ARQUIVOS São programas que usam certas técnicas para criar um arquivo, que contém vários arquivos e/ou pastas compactados. Por exemplo: suponha que você tem um arquivo de dados com 1.8Mb, obviamente esse arquivo não poderá ser gravado em um único disquete de 1.44Mb; nesse caso deve-se usar um programa compactador o qual diminuirá o tamanho do arquivo em uma proporção tal que permitirá a gravação desejada. Há ainda a possibilidade de criar um único arquivo contendo vários arquivos compactados, dessa forma você poderia ter um arquivo chamado PROVAS.CMP, por exemplo, com todas as provas do semestre (P1.DOC, P2.DOC, P3.DOC, P4.DOC). Existem muitos programas compactadores, mas os mais usados são: Pkzip, Winzip, Lhz, Lha, e Winrar.
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2005
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