A Diretoria de Rotas Aéreas iniciou em 1968 o armazenamento dos dados meteorológicos históricos em cartões perfurados, visando atender os compromisso internacionais assumidos em função da necessidade de fornecer apoio climatológico às operações aéreas, às pesquisas meteorológicas e à infra-estrutura Aeronáutica.
           Em continuidade a esse trabalho e visando publicar o Atlas Climatológico dos Aeródromos Brasileiros, teve início, em 1972, na atual Divisão de Ciências Atmosféricas (IAE) do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Projeto Climatologia Aeronáutica.
           Em 1984, numa terceira fase, passou-se a digitar e a armazenar as informações meteorológicas históricas, diretamente, em meios magnéticos, em um minicomputador SISCO MB 8000.
           No ano de 1992, essa atividade passou a ser executada, de maneira distribuída, em microcomputadores.
           Em 1993, com a criação do Projeto CLIMAT, em cooperação com a então Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Vôo (DEPV), teve início a digitação dos dados meteorológicos registrados a partir de 1992, nos Serviços Regionais de Proteção ao Vôo (SRPV).
           No ano de 1994, a digitação dos dados meteorológicos, registrados antes de 1992, passou a ser executada pelo então Instituto de Proteção ao Vôo (IPV), hoje Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), ficando a microfilmagem dos impressos históricos a cargo da ACA/IAE. Além disso, o arquivamento das informações meteorológicas históricas, o controle de qualidade, o desenvolvimento de softwares aplicativos e a publicação de relatórios técnicos, ficaram sob responsabilidade tanto do IPV quanto da ACA/IAE.
           Também em 1994, a DEPV atribuiu ao IPV a responsabilidade pelo desenvolvimento do Banco de Dados Climatológicos (BDC) do Sistema de Controle do Espaço (SISCEAB).
           As primeiras atividades no BDC foram iniciadas em 1995, com a formação da equipe de desenvolvimento e a aquisição da estação de trabalho Silicon Graphics, para armazenar o Banco de Dados. A referida fase do projeto foi concluída em 1996.
           Em 1997 a antiga estação de trabalho foi substituída por uma SUN ULTRA 2 , mais moderna, quando foi realizada a primeira transferência de registros.
           Em de 1999, foi contratado um analista de sistemas para o projeto. Nesta época, foram carregados 11 milhões de registros meteorológicos de superfície no BDC.
           Atualmente, os dados climatológicos históricos estão sendo digitados nos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle Tráfego Aéreo (CINDACTA), no SRPV de São Paulo e no ICEA.
           Todos os dados digitados, após passarem por testes de qualidade, são carregados no BDC, em fase final de desenvolvimento no ICEA.